O Conto da Floresta
Paulo M. Goulart
A floresta era, sem duvida, o lugar de refugio daqueles que queriam um pouco de silêncio e um momento para refletir. A copa das árvores não deixava muita luz do sol adentrar a pequena selva; iluminava apenas o essencial para se poder caminhar, revelando entre pequenas distâncias uma nova surpresa: flores exóticas, lindos pássaros, micos de varias cores, animais silvestres, grandes árvores do tamanho de prédios e, infelizmente, ações do homem pairavam a toda volta. Freqüentemente, armadilhas eram sempre encontradas, entretanto, muitas vezes seu destino acabava sendo utilizado para fins contrários, capturando adolescentes que vinham até ali para namorar e outras vezes ferindo-os gravemente, assumindo uma posição de contraste entre beleza e perigo. Inúmeras entidades procuravam protegê-la, retirando invasores, exploradores ilegais e recolhendo as armadilhas.
No entanto havia um grave problema: sempre que um grupo de guardas florestais eram recrutados para patrulhar o perímetro acabavam se perdendo no seu interior e reaparecendo dias mais tarde com caras petrificadas de pavor e espanto. Afirmavam que a floresta de Andara era assombrada; alguns contavam que viam espíritos, outros diziam ter visto seres fantásticos, cada história mais absurda que outra. E cada grupo de guardas não se fixava no posto de protetores nem mesmo seis meses. Os cargos se tornaram indesejados por muito, ninguém queria ir para esse lugar tampouco apareciam candidatos dispostos a encarar a imensidão verde. Sem duvida a floresta possuía um tom de mistério e de segredos, isso era o suficiente para assustar a todos. Os que freqüentavam o lugar nem se atreviam a adentrá-la a noite.
Por causa disso, a floresta localizada ao sul de Andara, abria as portas para exploradores que burlavam as suas leis de proteção, retirando o que tinha de mais precioso: a vida. Grande número de piratas saqueavam flores raras, ervas medicinais, animais em extinção e vendiam por preços absurdos no mercado negro; destruindo toda a vida da floresta, e tornado-a cada vez mais sombria.
Ainda não era nem sete horas e um garoto com cabelos bagunçado espiava por entre o vidro da janela o movimento e o ruído das árvores do lado de fora. Vestia um suéter azul devido ao frio intenso daquela manhã, seu corpo estava quase todo coberto por grossas roupas. Em seu peito uma fina corrente dourada sustentava um pingente em forma de lua, subindo e descendo ao compasso de sua respiração. Seus olhos combinavam com o cabelo teimoso. E suas expressões eram de ansiedade, ternura e curiosidade.
- Porque está acordado a essa hora...? – partiu uma voz de uma cama ao lado da outra vazia. - ...ainda são seis e meia... você não disse que a palestra começa as dez?
- É... Devo ter mencionado... - disse virando-se para o irmão e dando um largo sorriso. – A floresta está linda... a chuva de ontem deu um novo animo a ela...
O garoto virou-se para o outro lado e voltou a dormir resmungando coisas indecifráveis pela sonolência.
Acho que comentar os post não custa nada, então comentem (se é que alguém lê)...
No entanto havia um grave problema: sempre que um grupo de guardas florestais eram recrutados para patrulhar o perímetro acabavam se perdendo no seu interior e reaparecendo dias mais tarde com caras petrificadas de pavor e espanto. Afirmavam que a floresta de Andara era assombrada; alguns contavam que viam espíritos, outros diziam ter visto seres fantásticos, cada história mais absurda que outra. E cada grupo de guardas não se fixava no posto de protetores nem mesmo seis meses. Os cargos se tornaram indesejados por muito, ninguém queria ir para esse lugar tampouco apareciam candidatos dispostos a encarar a imensidão verde. Sem duvida a floresta possuía um tom de mistério e de segredos, isso era o suficiente para assustar a todos. Os que freqüentavam o lugar nem se atreviam a adentrá-la a noite.
Por causa disso, a floresta localizada ao sul de Andara, abria as portas para exploradores que burlavam as suas leis de proteção, retirando o que tinha de mais precioso: a vida. Grande número de piratas saqueavam flores raras, ervas medicinais, animais em extinção e vendiam por preços absurdos no mercado negro; destruindo toda a vida da floresta, e tornado-a cada vez mais sombria.
Ainda não era nem sete horas e um garoto com cabelos bagunçado espiava por entre o vidro da janela o movimento e o ruído das árvores do lado de fora. Vestia um suéter azul devido ao frio intenso daquela manhã, seu corpo estava quase todo coberto por grossas roupas. Em seu peito uma fina corrente dourada sustentava um pingente em forma de lua, subindo e descendo ao compasso de sua respiração. Seus olhos combinavam com o cabelo teimoso. E suas expressões eram de ansiedade, ternura e curiosidade.
- Porque está acordado a essa hora...? – partiu uma voz de uma cama ao lado da outra vazia. - ...ainda são seis e meia... você não disse que a palestra começa as dez?
- É... Devo ter mencionado... - disse virando-se para o irmão e dando um largo sorriso. – A floresta está linda... a chuva de ontem deu um novo animo a ela...
O garoto virou-se para o outro lado e voltou a dormir resmungando coisas indecifráveis pela sonolência.
Acho que comentar os post não custa nada, então comentem (se é que alguém lê)...
Nesse terceiro capitulo de Cards Chronicle temos o surgimento de mais um personage e mais um guardião... que segredos os aguardam...
Sobre o blog oficial... Tive um pequeno problema com o revisionista, mas algo que se resolva logo, também não tenho pressa, já que eu acho que ninguém lê isso aqui mesmo...
Valeu primos por me receberem tão bem em sua casa neste natal, acho que tabto eu como vocês ficamos irreconheciveis depois de um tempo de penumbra...
Paulo M. Goulart
Cards Captors - A Nova Busca Pelas Cartas
Dezembro / 2007
História Original: Clamp 1996; Japão
Alguns nomes e imagens são de autoria do estudio Clamp e de direitos reservados as autoras. Os demais são de direitos do autor desta história.
